Myspace Cursors
.Be like that.

Wednesday, September 13, 2006

Perdem-se


' Cada escravo carrega a chave da sua liberdade, por isso aqui a tens.
Todo o tempo que não é dedicado ao amor é tempo perdido.


E tudo o que não é dado, perde-se.




Quando o coração morre, morre sempre devagar. Vai-se desfazendo como as folhas das arvores que caem no Outono, folha a folha, até à última, tal como a esperança que um dia sucumbe à realidade e desiste. '

Devagar, vai morrendo.. lentamente.
Vai desistindo, talvez não propositadamente..
Mas o peso da rotina apresenta esses sintomas, até que alguém repara que perdeu a sua própria realidade. Porquê?

Talvez um dia consiga responder a essa pergunta...

Perdeu-se [ponto final]

Thursday, July 13, 2006

. Lição de Voo Nº 1



~
Não disse nada porque nada havia para dizer,
amordacei as horas por preencher.
Não disse nada porque nada havia para dizer,
eventualmente o peito deixa de doer.
~
Hoje toquei num avião sem tirar os pés do chão.
~
Não me deixes ver para além de ti não faz sentido.

  • Linda Martini

Tuesday, June 13, 2006

Pull The Trigger And The Nightmare Ends.

...

' Who shot the bullet
That killed the air tonight ?
Without a thought, without a reason
Take a gun called hate
Up against your heart
And pull the trigger '
...
Is this oppression what we wanted or what we needed ?
~
fairy tales never came true
~ FFAF.

Friday, May 19, 2006

Liberdade ~


...
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
...
Encontras? :)

Monday, March 27, 2006

Pequenas.Coisas


(...)
~
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém e se julga intangível.
~
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
~
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem,
dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
~
António Gedeão - Amostra Sem Valor
~
Espaço novamente actualizado,
~
obrigado a todos aqueles que por aqui vão passando.. :)
~

Thursday, December 08, 2005

Felicidade ? Solidariedade ?

Picture by: Deviantart
O Verso e o Universo
__
(...) Neste estilhaçar de tempo e mundo que lugar tem a solidariedade? Quanto nos pode ocupar a injustiça que ocorre distante quando, tantas vezes, fechamos os olhos àquela que tem lugar no nosso próprio lugar?
Timor parece erguer-se como prova contrária a estes sinais de decadência. Afinal, há alma para sustentar causas, erguer a voz, recusar alheamentos. Uma nação distante se reassume como nosso lar, nossa razão, nosso empenho. O sangue que se perde em Timor escorre de nossas próprias veias. As vidas que se perdem em Timor pesam sobre a nossa própria vida.
Foi assim que li os versos de Xanana. E naquelas páginas confirmei: pela mão de um Homem se escreve Timor. Um livro de Xanana Gusmão não poderia ser apenas um livro. Por via da sua letra se supõe falar de um povo, uma nação. Há ali não apenas poesia mas uma epopeia de um povo, um heroísmo que queremos partilhar, uma utopia que queremos que seja nossa. (...)
_
Quando perguntaram a Ho Chi Minh como ele, em regime prisional, tinha produzido tão belos poemas de amor, ele respondeu: "Desvalorizei as paredes". A estratégia da poesia será, afinal, sempre essa: a de desqualificar o escuro.
Numa cela isolada, um homem escreve versos. Reclama o simples direito de ter um mar, um céu que, sem temor, embale Timor. Neste simples acto, este homem de aparencia frágil desqualificou as paredes, convocou a nossa solidariedade e negou o isolamento.
_
De novo, o tempo se abraça ao mundo e, no espreitar do novo milénio, nos chega mais um pretexto para acreditarmos que a justiça se faz por construção nossa.
_
Afinal, um simples verso refaz o mundo.
_
Sem tempo para comentários ou actualizações... Até Já
e Bom Natal !

Thursday, November 24, 2005

Do you Want That ?


Picture by: Unknwon

...

Secretas vêm, cheias de memória.

Inseguras navegam:

barcos ou beijos,

as águas estremecem.

...

Desamparadas, inocentes,

leves.

Tecidas são de luz

e são a noite.

E mesmo pálidas

verdes paraísos lembram ainda.

(...)